História do Hip Hop no Brasil. Como tudo deu início…

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O segundo, produto típico da mídia hollywoodiana, em uma de suas cenas, mostra uma batalha de break. Os primeiros dançarinos de break reuniam-se na Estação São Bento de metrô em São Paulo e ali entre palmas ritmadas, batidas em latas e beat box criavam-se os primeiros MCs de RAP que logo criariam um território próprio, a praça Roosevelt, berço da primeira posse brasileira, o Sindicato Negro. As primeiras letras de RAP eram bem mais ingênuas dos que as atuais, predominava o chamado “RAP estorinha”, sem muita consciência crítica. Com a crescente organização dos dançarinos de break e rappers, surgem oportunidades de gravar músicas em coletâneas históricas do RAP nacional como:

Dança Bleak

Breakdance (também conhecido como breaking ou b – boying em alguns lugares) é um estilo de dança de rua, parte da cultura do Hip-Hop.

“Ousadia do RAP”, pela Kaskatas, “O Som das Ruas”, primeiro LP lançado pela Chic Show, “Situation RAP”, pela FAT Records, “Consciência Black” (que lançou os Racionais), da Zimbabwe, em 1988, seguidos pelo famoso “Cultura de Rua”, da Eldorado. Muitas dessas gravadoras surgiram das equipes de som que organizavam os bailes black desde a década de 70. (Pimentel, p. 16)
Uma das primeiras letras de RAP que abordavam um tema crítico-social foi Homens da Lei de Thaide e DJ Hum, que falava sobre a violência policial em São Paulo, em Osasco e ABC paulista. Já no final da década de 1980, os rappers começaram a produzir letras conscientes, versando sobre o racismo, a pobreza, as injustiças sociais. Coincidia com este processo a enorme procura dos rappers por leituras que ajudassem no entendimento dos problemas que vivenciavam. O antropólogo Silva em seu artigo “Arte e Educação: A Experiência do Movimento Hip Hop Paulistano”, no livro “Rap e Educação, Rap é Educação”, organizado por Elaine Andrade (apud PIMENTEL, p. 18) destaca:
Nesse momento os rappers enfatizaram que o ‘autoconhecimento’ é estratégico no sentido de compreender a trajetória da população negra na América e no Brasil. Livros como ‘Negras Raízes’ (Alex Haley), ‘Escrevo o que eu Quero’ (Steve Byko), biografias de Martin Luther King e Malcolm X, a especificidade do racismo brasileiro, especialmente discutida por Joel Rufino e Clóvis Moura, bem como lutas políticas da população negra, passaram a integrar a bibliografia dos rappers.”

A influência de grupos norte-americanos como NWA e Public Enemy, filmes de Spike Lee como Faça a Coisa Certa e Malcom X ajudava os rappers brasileiros neste processo também. Isto em São Paulo, Brasília, Recife e Porto Alegre.
Por outro lado, no Rio de Janeiro, berço dos gigantescos bailes blacks de soul na década de 1970, o Miami bass acabou por dominar o RAP carioca, com suas batidas quebradas e versos curtos, usualmente com conotações sexuais. Alguns miamis cariocas possuem letras que refletem sobre a pobreza, enquanto outras exaltam a vida bandida dos soldados e traficantes dos morros e suas respectivas organizações. Erroneamente chamado de funk carioca o Miami bass do Rio de música marginal virou produto da mídia, invadindo as boates da elite carioca. Posteriormente alguns rappers, como MV Bill, desenvolveram também o RAP consciente no Rio de Janeiro.

Por volta de 1995, alguns grupos de RAP destacavam-se no cenário nacional: Racionais MC´s da zona sul de São Paulo, com letras sobre a condição do negro no Brasil e o crime na favela; o MRN (Movimento e Ritmo Negro), também de São Paulo, com versos sobre o cotidiano da vida na periferia, seus problemas, seus personagens e situações; o DMN (Defensores do Movimento Negro), grupo paulista fortemente politizado com letras de autovalorização negra; GOG de Brasília, mostrando que é possível fazer uma grande reflexão sobre a realidade através do RAP; Faces do Subúrbio de Recife, que misturavam RAP com guitarras e embolada, Sistema Negro de Campinas; Potencial 3; e continuando suas carreiras, Thaide e DJ Hum.

É na década de 1990 que o RAP de improviso ou freestyle como a desenvolver com toda força no Brasil com a formação da Academia Brasileira de Rimas. Tivemos a oportunidade acompanhar algumas batalhas de improviso entre MCs, as rimas vão sendo feitas na hora, sobre algum assunto presente no ambiente, ou sobre qualquer coisa, os poetas rimadores como o repente nordestino.No Brasil há vários Freestyle atuais como Mc Marechal, Emicida, Gil, Aori, entre outros.

Em termos musicais os rappers brasileiros são bastante influenciados por artistas de outros estilos como Jorge Ben, Tim Maia, Gerson King Combo, Marvin Gaye, Curtis Mayfield, James Brown, além da forte influência da “malandragem consciente” do samba de morro de Bezerra da Silva, Dicró, Moreira da Silva, Leci Brandão e Originais do Samba. Com o surgimento de grupos americanos como o Wu Tang Clan, com rimas bem construídas e bases sonoramente revolucionárias, o RAP no Brasil sofre esta influência, surgindo grupos como SNJ ( Somos Nós a Justiça).

 

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Comments (52)

  1. Gustavo

    eskeceram d citar black alien, dj cia, aori, md2, e muitos outros q contribuiram imensamente com essa ideologia d justica na nossa sociedade corrupta d hje em dia!

  2. Salve, Salve Gustavo, lembrando de mais! muito abrigado pela contribuição!

  3. Fala ai grilo, saiu errado… o certo é Aori. Conhecido tambem como Mc Lapa.

  4. aalessandra portela

    OOi galera!!!
    td bom???
    bjaao para todos…

  5. poxaeu acho isso otimo e muto bom saber que vc num e o unico que pesguisa sobre eu godtei tanto que me tornei bboy fivou muito bom a materia

    meus parabens

    vlu

  6. gessica e thalia as gatas

    tudo o que eu presizava gostaria tambem o inicio meio e o cotidiano dos brasileiros no brasil

  7. Biiah

    Poxa galera sou nova no ramo amei saber de tudo isso de ficar por dentro do assunto…
    adorei sua Martéria…
    Parabéns!!!

  8. caio

    otima materia sobre uma das danças mais influentes na juventude brasileira moderna!!!

  9. ardon

    It is remarkable, very good information

  10. [...] cria suas próprias técnicas, diferenciando-se cada vez mais de seu “irmão mais velho” o Break; isso ajuda a criar duas modalidades distintas de [...]

  11. nina

    eu sem duvidas gostei muito… é muito legal!!***

  12. [...] Leia tambem: História do Hip Hop no Brasil. Como tudo deu início… [...]

  13. mooo loks veyy manda mais aew veyy achei moo loks

  14. billy

    Há uma desinformação no que diz respeito ao seguinte:::o Breakin realmente foi o primeiro contato com a cultura no brasil, seu início se deu através de um grupo chamado FUNK CIA e foi na rua 24 de maio em são paulo e não na est são bento, depois de quase tres anos e devido a repressão policial que os breakers começaram a se reunir lá na são bento, O primeiro album considerado de hip hop foi o BLACK JUNIORS e a primeira coletânea de rap nacional foi ‘A OUSADIA DO RAP NACIONAL” pela kaskata’s records ritmo quente.

  15. ola msan, TU PODES!!!!!!!!!Quero Participacao de Rappers de paises que falam portugues,pra uma mixTape international ,gravado via internet,entre no http://www.gsbservice.blogspot.com / meu MSN e’ gsb-service@hotmail.com

  16. kahrolzynha

    adorei esse site, ele me explicou direitinho sobre o valor do hip hop no brasil pude perceber cada detalhe sem deixar nenhum passar por despercebido!

  17. Rafaella

    fazendo trabalho do colégio –. isso me ajudo muito

  18. li sua materia e achei com falhas na narrativa, faltando fatos relevantes, e achei ainda pior essa apologia ao rap consciente, sendo que a trilha sonora do seu site rola, R&B, Rap de entertenimento, outra como nao citar pioneiros do rap nacional como pepeu e mike, mc jack e mc fish,sampa crew e tantos outros rappers que muito seguraram o movimento, até que só nos anos 90 veio a aparecer este Rap gangstar ou consciente…Como pioneiro desta Historia nao posso concordar com essa segregação da musica de seus artistas, o brasil precisa se informar mais.

  19. larissa

    maravilha de materia .
    muito boa msm

  20. tamires.ramoss@gmail.com

    é muito legal o hip hop eu adorei achei lindo

  21. [...] 80, citando até mesmo artigos e livros de pessoas que estudaram sobre o assunto. Retirado daqui: BlackSound O Hip Hop, no Brasil, inicia-se na década de 1980 e a cidade de São Paulo apresentase como o [...]

  22. juliana

    eu sei dúvidas ame muito mesmo o hip hop é de +(;

  23. Estou fazendo o meu TCC do curso de Psicologia sobre o rap (A influência do rap na formação da identidade de jovens da periferia). Este artigo me ajudou muito, principalmente pela clareza e concisão. Valeu.

  24. Isabella

    [...]O Kii É ´´Blacksound[?][?][?][...]

  25. Ariel

    Eu ñ gosto de hip hop mais tambem ñ tenho preconceitos@@2 valeu!!!!!!!!!

  26. b-boy mega-men

    o hip hop e a cultura!!!

  27. Carey Mongar

    :;, I am really thankful to this topic because it really gives up to date information .’;

  28. eu gostei muito nunca pensei que existia esse tipo de rap eu so curtia rap pessado agora eu to curtido bastante esse tipo de rap PARABENS CONTINUE ASSIM QUE VOCES VAO VENCER HOJE E SEMPRE UM ABRACO

  29. eu gosto mto de escutar Hip Hop e Rap tbm…
    Elogio mto esse site….

  30. Sueli

    Eu achei que interresante conhecer a historia do hap no Brasil, pois estava com 15 anos de idade na epoca

  31. caroline monteiro

    nossa adddooorrreeeiii o site amei o video e gostaria de ver mais mas nao sei aonde entrar para achar mais videos do RACIONAIS

  32. Thainna

    esse site e muito legal,gostei de ler muito legal as coisas que vcs falam

  33. dayane

    amei sobre esta historia do hip hop nossa ela e de mais aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaammmmmmmmmmmmmmeeeeeeeeeeeeeeiiiiiiiiiiiiiiiiii

  34. thaynara

    amei amei amei bandida

  35. vanessa rayane

    nossa adorei essa matéria foi foco para um trabalho da minha escola.e o professor adorou e vcs ja sabem q eu tirei um 10 na nota do trabalho.muito legal quem postou essa matéria!by:vanessa r*

  36. Jujuh :D

    Muito bom essas informações, estava precisando fazer um trabalho e isso me ajudou bastante. Obrigada !

  37. Bela Laut

    Amei! Vai me ajudar muito para a prova do sindicato de dança.

  38. pow galera eu ad oro hip hop gosto mesmo
    sou facínada
    danço pra caramba kkkkk

  39. LUANA

    hip hop,mostra como vencer o preconceito das raças, cresças,de tudo e nele conseguimos vencer tudo de mal no mundo

  40. marta stephanie

    É hip hop é arte eu canto rap e estou a caminho de mostrar a verdadeira realidade de nossa sociedade de uma forma que todos gostem!

  41. luluzinha

    ooi gente esses cara sao muito bom
    eles sao gatos e apavoram pra cantar!
    bjosss quero conhecer eles um dia(sonho)

  42. carol

    oi gente
    com esses cara as mina pira

  43. que legal a historia do hip hop

  44. EDMILSON

    Q LEGAL ADORRU

  45. EDMILSON

    E MUITO TOP MUITO LEGAL

  46. evilyn

    eu adoro hip hop

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